Julies, vocês já ouviram falar do vestido preto que revolucionou os figurinos cinematográficos dos anos 40? Criado pelo figurinista Jean Louis para o filme Gilda, o modelo realçava as curvas de Rita Hayworth de forma a não mostrar muito de sua barriga saliente, já que a atriz na época das gravações do filme estava grávida.
O equilíbrio perfeito entre charme e elegância fez do “vestidinho preto de Gilda” se tornar uma referência eterna! Além, obviamente, de sua cor, a peça contava com fendas nas pernas para não atrapalhar sua performance e dança, e um laço lateral para desviar a atenção da barriga.

(Foto: Reprodução/Internet)
Agora, de onde veio tanta ideia? Bom, o vestido foi inspirado na pintura Madame X (1884), do artista John Singer Sargent. A obra retrata Virginie Amélie Avegno Gautreau — uma socialite parisiense conhecida por sua beleza e graciosidade. No quadro, ela usa um vestido preto sofisticado, com um decote marcante e alças finas. A pintura causou escândalo na época já que, originalmente, uma das alças do vestido estava caída. Isso sugeria uma sensualidade proibida para os padrões da sociedade francesa do século XIX.
Incorporando elementos da vida real para as telas, Margarita Carmen Cansino, mais conhecida pelo seu nome artístico Rita Hayworth, teve a oportunidade de realçar essa sensulidade em Gilda. Rita foi uma atriz, dançarina e produtora estadunidense de sucesso. Durante a década de 1940 alcançou sua fama, como uma das principais estrelas da época, aparecendo em 61 filmes ao longo de 37 anos.

(Foto: Reprodução/Internet)
A artista se tornou um ícone de Hollywood, e o vestido de Gilda consolidou sua imagem como a femme fatale (arquétipo de “mulher fatal”) definitiva. A cena em que ela remove longamente suas luvas ao som de Put the Blame on Mame se tornou uma das mais memoráveis do cinema, provando que a sedução está nos detalhes.
O impacto desse vestido ultrapassou as telas! Seu design atemporal inspirou gerações de estilistas e celebridades, ajudando a reforçar o conceito do little black dress, eternizado anos depois por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (1961). Nos dias atuais, podemos dizer que um vestidinho preto nunca cai mal, não é mesmo? Esse é o poder atemporal da moda!
Escrito por: Anna Julia Ponciano.
Revisado por: Letícia Guedes.