#JuliettaEntrevista: O universo da fantástica Lia Albuquerque

A geração Z nasceu em frente a telas e, consequentemente, acompanhada de uma bomba de informações. Essa bomba informacional gerou diversos grupos que caracterizam como foi a sua adolescência. Um deles são a de jovens que cresceram mediante a escrita, criando histórias que misturavam a vida com a fantasia.

Para quem nunca viveu parece meio estranho, mas a pauta são os RPGs, que são jogos de interpretação de personagens. Eles são mais conhecidos como jogos de videogame ou de tabuleiro. No entanto, existem os narrativos, que levam diversas pessoas a criarem seus próprios personagens dentro de um universo que já existe ou até de um novo universo.

Foi assim que Giulia Crusoé Albuquerque começou a exercitar a sua escrita, ou melhor, a Lia Albuquerque. Desde sempre seus amigos e família a chamavam de Giu ou Giulia, porém a ideia de nome artístico veio de uma forma que separasse a sua personalidade de escritora com o seu “eu” do dia a dia. Tendo em vista que o final do seu primeiro nome era pouco usado, assim como seu último sobrenome. O seu lado como autora também já esteve mais na entrelinhas e daí de forma criativa nasceu essa personagem.

Lia Albuquerque tem 22 anos de idade, é natural da Bahia e graduanda em Psicologia. Os livros sempre foram a sua paixão, primeiro como leitora e depois como autora. Aos 11 anos, a jovem já escrevia bastante, e aos 16 já era um prodígio com cerca de 10 livros escritos. Sua primeira publicação oficial foi o livro “Cidade das Chamas”, da saga Reino da Lua. A obra já possui uma sequência escrita cujo o nome é “Ventania Cruel”, ainda sem data de lançamento.

Em entrevista com a Julietta, a autora contou um pouco sobre a sua história com os livros e o porquê de escrever. “Eu era fissurada por livros, principalmente de fantasia. Passava no universo de Percy Jackson e livros que mexem com o mágico e com místico […] Então eu sempre tive a sensação que me levava para outro mundo e eu queria muito causar esse impacto nas pessoas. Queria dar esse sentimento que eu sentia quando lia.” Essa foi a sua maior motivação para começar a escrever, e como uma grande fã de Rick Riordan, Lia acredita que independente da idade são livros que ela recomendaria para qualquer pessoa. Aliás, curiosamente, uma das primeiras histórias escrita por ela se passava no universo de Percy Jackson.

“Depois de uma longa pausa eu decidi voltar a escrever no final de 2020 e foi uma decisão que me moveu porque eu já não escrevia a muito tempo. Mas foi nesse momento que eu decidi que era isso que eu queria fazer, eu quero ser reconhecida por isso. Quero andar na rua um dia e pessoas falarem ‘aquela ali que é a autora’.[…] Essa é uma das minhas grande  motivação para continuar, além do motivo óbvio de querer espalhar minhas histórias, criar e escrever. Tem sido uma jornada intensa de emoções.”

O processo de escrita requer bastante de nossas vivências, assim como qualquer expressão artística. Com isso, Lia comentou que cada uma das suas personagens tem um pouco dela mesma. Contudo, a que mais se assemelha a ela é a protagonista de “Reino da Lua”, Kindra, por conta da ambição, da forma de enxergar o mundo e pela maneira como ela muda a visão dela sobre as coisas.

“O Reino da Lua” traz personagens fáceis de se identificar dentro de um universo bem construído. Apesar da narrativa fantástica o desenvolvimento pessoal de cada personagem é tão bem escrito que é possível fazer o público pensar sobre si mesmo. “Todas as histórias têm inspiração em outras. Eu ainda vejo magia nas coisas únicas, nos diálogos, nas criações, nos pontos que fazem uma história ser boa, que fazem uma história ser motivada e cativante. [..] Eu acho que minha história está longe de terminar. Ela tem personagens que são humanos, que não são perfeitos, que cometem erros e que fazem pessoas não gostarem deles.”

O maior desejo de Lia é ver as pessoas amando as suas histórias e os terem como favoritos. “Eu gostaria que as pessoas pudessem amar minhas histórias da mesma forma que eu amo escrever elas”. Em meio a todo esse universo fantástico, as inspirações da autora surgem a partir sonhos, pensamentos antes de dormir, no banho ou por meio de frases de efeito.

A criatividade é algo que acompanha ela por todos os lugares, o explorar é sempre uma possibilidade de criação. “Sou uma criadora de histórias que só escreve com músicas” revela a autora. Por fim, essas são suas grandes parceiras, principalmente em momentos de conflito, uma boa música ajuda a desenvolver uma atmosfera e dar o tom da cena.

Escrito por: Ana Vitória Pantoja

10 thoughts on “#JuliettaEntrevista: O universo da fantástica Lia Albuquerque

  1. Participar de uma entrevista com a Julietta foi incrível e confortante! Espero retornar no futuro para olhar para trás e ver onde chegamos! Muito amor para vocês, da sua Lia ♡

  2. É tão gratificante te ver crescer assim! Cada página lida do seu livro eu choco, pq eu sou amiga da escritora, eu convivo com a criadora desse universo tão fantástico! Lia, eu sempre disse como amiga, mas agora digo como fã, você é sensacional, simplismente fantástica. Tu só tem por ande crescer e muito!!

  3. Parabéns pela reportagem e por nos dar a oportunidade de conhecer jovens e promissoras escritoras. Lia Albuquerque é prova de que a geração Z, veio para revolucionar a forma de vermos o mundo.
    Parabéns Lia! Continue com seu trabalho e nos presenteando com os seus livros fabulosos.
    Obrigada.

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