A volta do gênero pop punk: a era do mainstream com artistas jovens e músicas recheadas de personalidade

Uma coisa é certa: TODO MUNDO já ouviu falar da fase “emo” da vida. Para os jovens de plantão que nasceram nos anos 2000 e tinham como compromisso marcado assistir os videoclipes mais pedidos da MTV todos os dias em frente a sua televisão, é impossível não reconhecer o sucesso que foi o gênero pop punk. Quem aí não sabe pelo menos uma música da banda Paramore, ou melhor, não queria arrasar no karaokê ao som de “Complicated”, da Avril Lavigne.

Pois é! Foram artistas como esses que conquistaram o público jovem da época e se tornaram referências para outros que ainda apareceriam no cenário musical futuro. Dessa forma, o ipop de hoje está assim: uma vibe emo, as vezes um pouco sofrida, mas sempre decidida de si e sem medo de falar o que pensa, tudo isso graças a suas letras marcantes e solos de guitarra incomparáveis. Então prepare o seu lookinho preto e vem entender essa linha do tempo.

Primeiro de tudo, precisamos entender a originalidade do gênero, ou melhor, subgênero, já que muitas influências encontram-se nas bandas de punk rock da década de 70. Na época, uma série de novos talentos foram contratados pela gravadora “Lookout! Records”, que enxergou o potencial das batidas eletrizantes e vocais mais limpos. Em 1990, nomes como Green Day, The Offspring e Blink-182 começaram a fazer um burburinho nas rádios.

Nos anos 2000 não tinha como fugir, o pop punk já era um gênero declarado como febre. Artistas como Fall Out Boy, All Time Low, Panic At the Disco e Simple Plan tornaram-se queridinhos pelos fãs. E é obvio que como referência feminina, é impossível não falar dela: Avril Lavigne! A canadense, que tinha apenas 17 anos quando lançou o álbum “Let Go”, foi consagrada a princesinha do pop punk.

Atrelada a uma personalidade um tanto que “atrevida”, Avril ia na contramão das divas pop convencionais que estavam em alta na época, como Britney Spears e Cristina Aguilera. Sem papas na língua, a artista colocava palavrões em suas músicas, se expressava como queria e não ligava muito para opiniões externas. Além disso, seu estilo skatista, com roupas largas, gravatas, all star e apenas com o lápis abaixo dos olhos como maquiagem principal tornou tendência.

(Vídeo: Reprodução/Youtube)

E por falar em letras ousadas, o gênero do pop punk foi marcado justamente por seu lirismo que esbanjava as rebeldias e experiências adolescentes. Festas, namoros, bebidas, intrigas colegias são alguns dos temas centrais de muitos hits que conhecemos. Em “Girlfriend”, um dos hits mais lembrados de Avril, ela fala com todas as letras que acha que seria uma melhor namorada para seu crush, porém ele já é comprometido. Ou em “Sk8er Boi”, que narra a história de um romance inalcançável entre um skatista e uma bailarina.

Mas bom, agora que já voltamos no tempo, que tal falarmos do presente, não é mesmo? Muito se fala que o ressurgimento do gênero pop punk se deu a era do mainstream, regado dos números exorbitantes de plays no Spotify, personalidades oriundas das redes sociais e uma nova leva de artistas jovens. E a primeira menção é toda dela: Olivia Rodrigo!

(Foto: Reprodução/Internet)

A queridinha da geração Z abalou 2021 com a música “good 4 u”, e posteriormente, mostrou mesclagens claras do pop punk em seu segundo álbum “GUTS”. Faixas como “bad idea, right?” e “get him back” possuem letras sinceras e batidas marcantes. E olha como a Julietta pensa em tudo. A primeira matéria do ipop de hoje é inteiramente sobre Olivia! Então, corre para ler nossa outra matéria imperdível https://juliettamagazine.com/a-ascensao-de-olivia-rodrigo-nasce-uma-nova-diva-pop/.

Se temos Olivia de um lado, temos Willow de outro! Filha do consagrado ator Will Smith, a menininha que antes cantava “Whip My Hair”, agora se tornou uma mulher poderosa que cravou hits como “Transparentsoul”, que teve ninguém mais, ninguém menos que Travis Baker como produtor. E já que estamos falando dele, o baterista do Blink-182 tornou-se bastante importante por ser uma figura que passeia naturalmente entre o passado e presente do gênero, impulsionando novos nomes atuais.

Para além de Willow, Travis apoiou nomes como Machine Gun Kelly, Jaden Hossler e Yungblud. Adjacente as vozes masculinas, temos jovens mulheres como Maggie Lindermann, Leah Kate e Gayle, esta última tendo se tornado uma carinha aparente no aplicativo vizinho com o viral de sua música “ABCDEFU” e até sendo ato de abertura para a mega turnê “The Eras Tour”, da cantora Taylor Swift.

E já que falamos de artistas solos, não poderíamos esquecer das bandas obviamente. Já mencionado anteriormente de maneira breve, o grupo Paramore mostra-se como uma verdadeira personificação do gênero. Canções como “Misery Bussiness”, “crushcrushcrush” e “Still Into You” são tocadas até hoje.

A vocalista Haley Williams apresenta uma voz potente e fácil de identificar na primeira estrofe, interligadas a performances divertidas e interações com os fãs nos shows. Em 2022, o Paramore voltou as atividades após um hiato de seis longos anos e chegaram até se apresentar no Rio de Janeiro para um público fervoroso.

(Foto: Reprodução/Internet)

Ah! Falando em Brasil, impossível não mencionar alguns artistas que souberam trazer elementos certeiros do pop punk. A cantora Day Limns é uma voz de certa forma nova, mas já firme do cenário, com dois álbuns lançados e conectando um grupo de fãs que só cresce. Ademais, bandas como NX Zero, Fresno e CPM22 marcaram uma geração de jovens que sentiam-se abraçados por suas composições.

E como forma de simbolizar tudo isso, no início deste ano foi feito o festival intitulado como “I Wanna Be Tour”, com espetáculos em São Paulo e Rio de Janeiro. Os shows contaram com participações especiais, colaborações inesperadas, e claro, MUITA nostalgia.

Com isso, vemos que o pop punk não se fecha para uma só coisa e foi consagrado como atemporal. Seja pequenas inspirações para uma música específica, ou até a construção de um álbum inteiro para o gênero, o sucesso é certo.

E bom, se a redatora que vos fala conseguiu convencer você, cara leitora, sobre este gênero musical, cabe a mim dizer o próximo passo: correr para o Spotify e garantir sua mais nova amada playlist com os hits citados acima e MUITO mais. Existe coisa melhor do que descobrir uma nova música favorita neste sábado de ipop? Eu acho que não! Então se jogue no pop punk sem medo Juli girls!

Escrito por: Letícia Guedes

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